I want to make me happy!
Seria bom se em um passo de mágica os problemas acabassem, o coração se recuperasse e o dia não terminasse, mas se tudo isso não acontecer nossa vida não teria sentido, aventura, desafios e decepções faz parte do aprendizado e crescimento de cada um.
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O meu problema é acreditar que as pessoas vão até o final por mim, só que boa parte mal passam da metade.
O menino Charlie  (via d-espreparado)
O amor é quando a gente mora um no outro.
Mário Quintana. (via sou-inseguro)
Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.
Caio Fernando Abreu   (via rabiscosdescartados)
De nós, nada sobrou. Talvez um pouco de saudade e quilômetros de distância, mas fora isso, não há nada o que recordar. Mesmo assim eu recordo, sempre fui do contra e você sempre foi contra isso.
De nós, nada restou, talvez um pedaço do nosso ultimo beijo e aquele toque irritante da sua música favorita, que mesmo depois do alvoroço eu me obrigo a ouvir, não por me lembrar você, mas por me lembrar de como eu me sentia feliz.
Você não foi o núcleo de tudo, minha esperança não estava depositada no brilho dos seus olhos, era uma questão de estar bem, e você fazia isso como ninguém. Mas agora não faz mais, assim como não faz tantas outras coisas que costumávamos fazer juntos. Assim como não se atreve a botar seus olhos no meu, sua boca na minha ou empurrar meu sussurro no teu ouvido.
Acabei percebendo, que depois de tanto tempo recebendo e mantendo a felicidade, eu não precisava mais dela, assim como você não precisou mais de mim, ou eu de você. Percebi que a tempestade vem na segunda, mas na terça o dia já está bonito de novo. Que a tristeza te abraça na sexta, mas sai correndo no sábado.
Percebi que você chegou na hora certa e no momento certo, mas que foi embora na hora errada. E isso acabou errando com todo o meu caminho, acabou transformando tudo em resto. Em cinza. Em lapso. Em quarta-feira.
De nós, nada restou, talvez alguns segundos de falta, outros de ódio e metros de amor.
De nós. (via almador)
Qual é a graça de ficar insistindo, insistindo, insistindo? Sério que você espera um resultado diferente fazendo sempre a mesma coisa? O que não deu certo na primeira vez, provavelmente não vai dar na segunda. Ou na vigésima quinta. Pra mim é burrice.
Vinícius Kretek   (via d-espreparado)

kk-a-r-m-a:

Eu também tenho medo. Pode parecer que não, mas é que aprendi ser assim. Criei uma personalidade capaz de enfrentar o mundo, que racionaliza com facilidade perante os absurdos da vida. Eu aprendi a enfrentar a dor. Mas te confesso, baby, foi a minha única saída. Caso contrário, tenho convicção, não estaria mais aqui. Me desculpa por ser tão frio, me desculpa por ser tão duro e ter a mania de dizer a verdade. Queria te pegar nos meus braços e falar que tudo não passa de um pesadelo inoportuno, chorar uma tarde inteira, recolher a tua dor trancafiando seu canto no horizonte de nossos olhos risonhos. Pode ser que eu tenha me organizado tanto, sentimentalmente falando, que minhas reações pareçam sair de uma caixa de seleções, mas eu lhe digo, baby, tudo não passa de tentativas de me manter em pé, é tão somente um esforço para avançar um único passo e seguir em frente. Eu também desmorono, meu interior é repleto de convicções traiçoeiras e inoperantes. Meu intelecto falha, me sinto em um labirinto emocional principalmente quando me deparo comigo mesmo diante do espelho, maldito espelho, que sempre me entrega a alma de mãos atadas. Eu queria poder lhe entregar o alívio, ser a tua rede a beira mar ao entardecer, te aconchegar e te fazer dormir. Eu sou teimoso, calculista, eu sempre digo às pessoas que não presto, sou muito triste e irremediavelmente cruel com quem mais me ama, porque quando se trata de evitar a dor sou egoísta, você sabe, meu livro atual de cabeceira é de Fernando Pessoa. De fato você mudou a minha vida e com delicadeza catou cada pedaço do meu coração. Eles se escondiam nas pontas dos dedos, você lembra? Você me provou que haveria uma chance de sermos felizes. O problema é que sou feito de velhas páginas, sou um livro velho pautado por velhas histórias, velhos sentimentos lotados de discórdia. Sou poeta do mar, minhas raízes acumulam outras vidas que marcaram a minha a ferro e fogo, são marcas que jamais poderão ser apagadas e que apesar de presas ao fundo do oceano um dia se desprendem e vem boiar na minha superfície, minha insanidade, minha doce e eterna amargura, minha completa inaptidão para amar. Eu te confesso mais uma vez, tenho amor à vida, já conheci a morte tão perto que aprendi a não me render tão facilmente frente a qualquer obstáculo. Meu problema são as pessoas. Eu sinto muito por tudo, por você, por mim, por esse meu jeito de ser. Sou imaculado, um ser sem extremidades, meus pensamentos são pássaros feridos, minha liberdade um alçapão pra tudo que não me é solto e revolto. Me despeço de ti, baby, sabendo que vou te deixar e que jamais me deixarás, vou em direção ao meu destino, minha saudosa solidão, minha paz, deixo contigo o melhor de mim, meu sorriso, minha esperança, minha fé, minha doce ilusão, mas esta na minha hora, tenho que partir. Adeus meu encanto.
Elisa Bartlett. (via almador)
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